13 de jun. de 2010

Sacada

"I got tired of waiting, wondering if you were ever coming around..." ♪

Por todo o tempo, ela esteve na sacada, apenas esperando. Seus olhos fixaram-se na rua, observando a passagem de cavalheiros e damas de sorrisos abertos e bochechas rosadas. Alguns dos rapazes paravam, ao vê-la ali, e lhe dirigiram uma ou duas palavras. Outros, mais ousados, convidavam-na a acompanha-los. A todos ela negou; esperava alguém especifico, e se recusava a trocá-lo por quem quer que fosse.

Os dias passaram, sempre iguais. O sol nascia e se punha, e a garota sempre a esperar que ele surgisse e a levasse de lá, que a tirasse daquele lugar que tanto a sufocava. A noite, era impossível dormir; e se ele viesse e não a encontrasse a sua espera? Não, ela não podia correr esse risco.

Renegou ao sono, aos passeios, aos sorrisos, a vida. Tudo apenas para esperar que o amado voltasse. Vez por outra, era capaz de avistá-lo, ao longe, seguindo caminhos que ela era incapaz de entender. Mas não o julgava; ele devia ter seus motivos.

O tempo passou, e levou com ele as esperanças da garota, que recolheu-se ao quarto, desolada. O período de espera a havia desgastado, e agora já não lhe restavam forças para levantar. Ferida, procurou meios de estancar o sangue que lhe escorria do coração, e surpreendeu-se ao encontrá-los.

Por fim, percebeu o tempo que perdera na sacada, esperando quem ela no fundo sabia que nunca iria chegar. Não arrependera-se, no entanto; a espera a fizera crescer. Agora, era hora de descer as escadas e alcançar a rua. Voltar a conversar, sorrir, viver.

Descobriu que aqueles cavalheiros que lhe acenavam não eram tão ruins, e que podia se encontrar sorrindo em meio as damas que tantas vezes lhe chamaram para sair e ver a vida brincar ao sol.

Talvez, nunca lhe tivessem contado a história completa. Talvez tivessem se esquecido de contar-lhe que Julieta cansou de esperar Romeu, e desceu da sacada para casar-se com seu primo. Afinal, no fundo ele a amava, e isso importava.

- x -

P.s.: Um beijo pra Dudinha Ciumenta Cazé, pra ela parar de ter ciúme das pessoas ♥

P.p.s.: Um beijo pra minha Ursinha de Pelúcia, que vai me matar por escrever isso aqui ♥

11 comentários:

Julyana ツ disse...

As vezes a espera nos faz aprender muito mais do que alcançar o que desejamos...



;*

Curiosa disse...

Não devemos dizer que só seremos felizes se tal coisa acntecer. Tipo, nem tudo é como a gente quer. Nós é que devemos nos fazer felizes. Se gostamos de ter alguém por perto e sol, tudo bem, mas isso não quer dizer que devemos ficar tristes se a tal pessoa foi ali na esquina ou esta chovendo.
Bem, esse foi um ex meio tosco, mas acho que deu para entender.
bjooooooo
Juh

Anônimo disse...

Ainda estou na minha sacada D:

Carol disse...

As vezes é preciso arriscar, pois se ficarmos apenas esperando o tempo vai passar e se não corrermos atras talvez esse algo nunca chegue!

Ps: To visitando o blog pela primeira vez e adorei!

Beijos

M. =) disse...

Tenso '-'

mas acho que tenho que quebrar minha sacada para conseguir parar de ficar nela *o*

lindo, lindo, lindo texto xD

Leidiane disse...

As vezes passamos muito tempo esperando qem ñ nos merece.. É a vida!
Bjos ;*

Tânia T. disse...

Que post lindoo!!

Se ficarmos parados, apenas esperando, nunca chegaremos a lugar algum... O que esqueceram de dizer a ela, é que preciso descer as escadas e viver a vida, porque quando menos se espera ele aparece.. e isso vai acontecer no momento certo!

Amei o post.. perfeito demais!! Me fez pensar bastante..!! =D


tenha uma maravilhosa semana!!
bjos'

Larissa Alves disse...

xoxo , avisando que o bdm voltou *o*

@juusep disse...

As vezes a espera é cansativa :\

eduarda cazé. disse...

tu é muito foda! amei o texto, e me vi no papel da princesa.
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Taylor Swift DIVA! *-*
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eu sou ciumenta com quem eu amo rapaz *-* kkkkkkkkkk
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adoro dar comida pro teu mascote :B qual o nome dele?
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ei amg, olha os comentarios de uma certa pessoa no meu blog #morri kk
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tenta adicionar: eduardacaze@hotmail.com beeeijocas. ♥

Babih Xavier disse...

A gente sempre espera... depois percebe que os sonhos nunca batem na nossa porta e não sairmos e convidarmos eles