29 de mai. de 2010

Me concede uma dança?

Ele estendeu a mão em direção a garota, em um convite mudo. Ela sorriu, hesitando minimamente antes de deixá-lo conduzi-la para o centro do salão.
A música enchia o ar ao redor dos casais. Moças e rapazes rodopiavam a esmo, em um espetáculo de sorrisos e sentimentos.
Ele enlaçou a cintura da garota, e ela permitiu-se passar os braços ao redor de seu pescoço e deixar-se envolver pelo perfume e o sorriso dele.
Nunca se soube por quanto tempo ficaram ali, presos naquele doce sonho. Alguns – apenas os que já possuíam a audição refinada pela dor - escutaram o vento sussurrar ao ouvido da moça: “Fuja, criança! Corra enquanto há tempo, enquanto estás apenas encantada. Corra antes que a felicidade torne-se dor – transforme-se em amor...”
Ela não ouviu. Estava por demais ocupada escutando o bater de asas das borboletas em seu estômago.
E depois... Depois já era tarde demais.

3 comentários:

Leidiane disse...

Liindo *---*
Infelizmente o amor as vezes se torna dor.. O qe é uma pena!! Mas temos qe arriscar..
Bjos ;*

Henrique Miné disse...

talvez a dor valha a pena..

Isso é, se chegar mesmo a ser dor, né..

beeeeeijos.

Vilma disse...

Hmmmm apenas o nome do texto já merece parabens... fazia tempo que eu não ouvia nem dizia isso...

desejo que todos nós sejamos "surdos" como essa menina diante dos avisos... a gente sempre tem 50% de chances de ser feliz não é apenas sofrer

bjxxx