
Ele sorriu, exibindo os dentes brancos e perfeitos a luz do luar. Prendi a respiração, ainda pensando em como alguém poderia ser tão lindo... e tão assustador. O garoto deu um passo em minha direção, os olhos castanho escuros fixos nos meus. Inconscientemente, dei um passo para trás, ainda presa por seu olhar, tropeçando no salto fino da minha bota.
Fechei os olhos, esperando sentir o impacto do chão duro em meu corpo, mas ele não veio. Pisquei, atordoada, e descobri o porquê de eu não ter caído. O rosto dele estava a centímetros do meu - eu podia sentir sua respiração quente em minha pele - suas mãos em minha cintura sustentavam meu corpo, eu podia sentir seu perfume quente, indescritível, com clareza enervante. Ele sorriu, seus olhos perigosamente gentis. Meu coração disparava, e senti minhas mãos começarem a suar quando percebi o quão quente era a sua pele.
"Oi." falou, a voz agravelmente grave.
Tentei manter minha respiração regular enquanto respondia.
"Oi. Hã... Obrigada. Por me segurar." disse, sentindo-me extremamente idiota. Era tão difícil pensar, com ele assim tão perto...
O garoto parecia ter se esquecido de que seus braços me envolviam. Como se minhas palavras fossem um lembrete, ele me soltou, colocando-me gentilmente no chão. Eu estava tonta. Por um minuto, duvidei que minhas pernas pudessem me sustentar.
"Então, eu assustei você?"
Senti meu rosto queimar, e agradeci por estar escuro o suficiente para ele não poder ver minhas maçãs do rosto vermelhas. "Não." menti.
Ele sorriu, sarcástico. "Ah. Que bom. Tive a impressão de que foi a minha aproximação que a fez cair." o menino parecia estar se divertindo com a situação. Não pude deixar de reparar no quanto ele ficava lindo quando sorria daquele jeito.
Olhei para o chão, sem resposta. Senti uma mão quente erguer meu rosto, e uma onda de arrepios percorreu meu corpo. Os olhos do garoto, agora quase dourados, me encaravam.
"Não tenha medo. Eu não sou perigoso... Pelo menos não muito." suas palavras surtiram o efeito contrário do que ele desejava. "Sou um veneno muito mais doce do que o que os humanos costumam usar." Meu coração disparava, agora de terror inexplicável, mas não fiz nenhum movimento para escapar de seu toque, ou de sua perfeição inumana.
"Como assim?" gaguejei.
"Vamos caminhar." sugeriu, pegando a minha mão. Sua voz não me deixava brechas para recusar o convite. E, por algum motivo, eu não queria recusar.
Caminhamos pelo jardim, nos afastando cada vez mais das pessoas alegres e fantasiadas que curtiam a festa de halloween. Percebi, um pouco tarde, que ele não usava fantasia. Vestia jeans escuro e uma camiseta preta, que combinavam perfeitamente com sua pele anormalmente macia, de uma palidez quase prateada, dando-lhe a aparência de um gótico... ou de algo a mais que isso. Estremeci, ao pensar na possibilidade.
O silêncio entre nós não era desconfortável, apesar do meu medo irracional. Eu gostava de estar ali. Gostava da sensação de sua mão quente na minha, do som da sua respiração baixa, do seu perfume suave e enlouquecedor, do meu coração disparando e minha respiração falhando cada vez que ele me olhava e sorria. É. Eu gostava muito de estar ali.
Paramos ao lado de uma pequena fonte, a água cristalina jorrando dos olhos e da boca de uma abóbora de pedra. As pessoas já não eram mais visíveis, e o barulho de música e risadas já não chegava mais aos meus ouvidos. O silêncio era total, exceto pela minha respiração ofegante.
Olhei o mais discretamente que pude para ele, e encontrei seus olhos intensos me encarando. Senti meu rosto queimar, enquanto ficava presa naqueles olhos. Ele sorriu para mim, divertindo-se. Sua mão livre tocou meu rosto, deixando um rastro quente por onde passava.
"Então... Por que tem medo de mim?" perguntou, a voz quase inocente.
"Não tenho." menti. Ele riu.
"Experimente falar a verdade. Só dessa vez." sugeriu educadamente.
"Hm..." mordi o lábio, pensando no que falar. Ele me deixava apavorada, e ao mesmo tempo, eu estava encantada por ele. "Eu não sei." admiti, confusa.
"Bom, você deve mesmo estar com medo. Mas sabe, não tem muita razão. Povavelmente vai ser mais rápido do que se o seu fim ocorresse nas mãos de um humano. Ou de causas naturais. Não sei dizer com certeza, nunca ocorreu a mim. Mas poderia jurar que eu sou mais agradável do que um veneno normal." dei um passo para trás, me afastando dele. O garoto se aproximou, enlaçando mais uma vez minha cintura, seu rosto perigosamente perto do meu. Seus lábios se curvaram em um sorriso cruel; um sorriso que deixava a mostra seus dentes. Percebi - um pouco tarde demais - que os caninos daquele garoto eram afiados... afiados demais. "É realmente uma pena fazer isso." sussurrou, seus lábios em meu ouvido. "Eu gosto de você."
Agora, eu tinha certeza de que ia desmaiar. Meu coração disparou loucamente, quando seus lábios tocaram suavemente meu pescoço. E a última coisa que vi foram os olhos castanhos do meu belo assassino, enquanto a dor lacinante me atingia e me levava para uma profunda escuridão...
Desculpem pelo texto enorme. Essa é a minha forma de dizer Feliz Halloween! E sim, eu sei que os vampiros deveriam ser frios, e não quentes. Mas sabe, esse é o meu vampiro. Então me sinto a vontade de dizer que ele tem a pele quente, e é encantador ^^' Vamos esperar que os vampiros venham nos pegar ;)
Fechei os olhos, esperando sentir o impacto do chão duro em meu corpo, mas ele não veio. Pisquei, atordoada, e descobri o porquê de eu não ter caído. O rosto dele estava a centímetros do meu - eu podia sentir sua respiração quente em minha pele - suas mãos em minha cintura sustentavam meu corpo, eu podia sentir seu perfume quente, indescritível, com clareza enervante. Ele sorriu, seus olhos perigosamente gentis. Meu coração disparava, e senti minhas mãos começarem a suar quando percebi o quão quente era a sua pele.
"Oi." falou, a voz agravelmente grave.
Tentei manter minha respiração regular enquanto respondia.
"Oi. Hã... Obrigada. Por me segurar." disse, sentindo-me extremamente idiota. Era tão difícil pensar, com ele assim tão perto...
O garoto parecia ter se esquecido de que seus braços me envolviam. Como se minhas palavras fossem um lembrete, ele me soltou, colocando-me gentilmente no chão. Eu estava tonta. Por um minuto, duvidei que minhas pernas pudessem me sustentar.
"Então, eu assustei você?"
Senti meu rosto queimar, e agradeci por estar escuro o suficiente para ele não poder ver minhas maçãs do rosto vermelhas. "Não." menti.
Ele sorriu, sarcástico. "Ah. Que bom. Tive a impressão de que foi a minha aproximação que a fez cair." o menino parecia estar se divertindo com a situação. Não pude deixar de reparar no quanto ele ficava lindo quando sorria daquele jeito.
Olhei para o chão, sem resposta. Senti uma mão quente erguer meu rosto, e uma onda de arrepios percorreu meu corpo. Os olhos do garoto, agora quase dourados, me encaravam.
"Não tenha medo. Eu não sou perigoso... Pelo menos não muito." suas palavras surtiram o efeito contrário do que ele desejava. "Sou um veneno muito mais doce do que o que os humanos costumam usar." Meu coração disparava, agora de terror inexplicável, mas não fiz nenhum movimento para escapar de seu toque, ou de sua perfeição inumana.
"Como assim?" gaguejei.
"Vamos caminhar." sugeriu, pegando a minha mão. Sua voz não me deixava brechas para recusar o convite. E, por algum motivo, eu não queria recusar.
Caminhamos pelo jardim, nos afastando cada vez mais das pessoas alegres e fantasiadas que curtiam a festa de halloween. Percebi, um pouco tarde, que ele não usava fantasia. Vestia jeans escuro e uma camiseta preta, que combinavam perfeitamente com sua pele anormalmente macia, de uma palidez quase prateada, dando-lhe a aparência de um gótico... ou de algo a mais que isso. Estremeci, ao pensar na possibilidade.
O silêncio entre nós não era desconfortável, apesar do meu medo irracional. Eu gostava de estar ali. Gostava da sensação de sua mão quente na minha, do som da sua respiração baixa, do seu perfume suave e enlouquecedor, do meu coração disparando e minha respiração falhando cada vez que ele me olhava e sorria. É. Eu gostava muito de estar ali.
Paramos ao lado de uma pequena fonte, a água cristalina jorrando dos olhos e da boca de uma abóbora de pedra. As pessoas já não eram mais visíveis, e o barulho de música e risadas já não chegava mais aos meus ouvidos. O silêncio era total, exceto pela minha respiração ofegante.
Olhei o mais discretamente que pude para ele, e encontrei seus olhos intensos me encarando. Senti meu rosto queimar, enquanto ficava presa naqueles olhos. Ele sorriu para mim, divertindo-se. Sua mão livre tocou meu rosto, deixando um rastro quente por onde passava.
"Então... Por que tem medo de mim?" perguntou, a voz quase inocente.
"Não tenho." menti. Ele riu.
"Experimente falar a verdade. Só dessa vez." sugeriu educadamente.
"Hm..." mordi o lábio, pensando no que falar. Ele me deixava apavorada, e ao mesmo tempo, eu estava encantada por ele. "Eu não sei." admiti, confusa.
"Bom, você deve mesmo estar com medo. Mas sabe, não tem muita razão. Povavelmente vai ser mais rápido do que se o seu fim ocorresse nas mãos de um humano. Ou de causas naturais. Não sei dizer com certeza, nunca ocorreu a mim. Mas poderia jurar que eu sou mais agradável do que um veneno normal." dei um passo para trás, me afastando dele. O garoto se aproximou, enlaçando mais uma vez minha cintura, seu rosto perigosamente perto do meu. Seus lábios se curvaram em um sorriso cruel; um sorriso que deixava a mostra seus dentes. Percebi - um pouco tarde demais - que os caninos daquele garoto eram afiados... afiados demais. "É realmente uma pena fazer isso." sussurrou, seus lábios em meu ouvido. "Eu gosto de você."
Agora, eu tinha certeza de que ia desmaiar. Meu coração disparou loucamente, quando seus lábios tocaram suavemente meu pescoço. E a última coisa que vi foram os olhos castanhos do meu belo assassino, enquanto a dor lacinante me atingia e me levava para uma profunda escuridão...
Desculpem pelo texto enorme. Essa é a minha forma de dizer Feliz Halloween! E sim, eu sei que os vampiros deveriam ser frios, e não quentes. Mas sabe, esse é o meu vampiro. Então me sinto a vontade de dizer que ele tem a pele quente, e é encantador ^^' Vamos esperar que os vampiros venham nos pegar ;)
18 comentários:
err, eu gostei do texto
mais eu não quero que nenhum vampiro venha me pegar não .-.
Gostei do texto também^^
Feliz Halloween!
adorei seu texto, obrigada por comentar no meu blog, tomara que eles venham denovo e pro rio =)
obrigada pelo seu apoio. beeijos
Nossaaaaa... amei o texto, muito lindo. Mais eu não sei se vou querer que um vampiro venha me pegar, deu até medo em mim shauhsuahsuahs
Continua assim, que você esta indo muito bem xD
err
vampiro pra mim é o DRACULA!
mas o texto, em si, está ótimo. parabéns.
beeeeijo.
ooi!!
adorei o texto e amei teu blog *--*
Achei muito divertido.. heheh
bjsbjs.
Velho. Tadinha da menina, o que foi que ela fez? '-'
;*
Que mente fertil..uashuashuas!
Mais eu gostei do texto.. bem legal!
P.S. Tenho MSN sim..!Caso queiras adicionar:
leidianelima234@hotmail.com
Bjos ;*
feliz halloween!
Seu cabelo deve ser lindo^^ O meu também e preto, mas sem mechas.
Também acho que o da grana é o mais maluco...
Beijos!
Rsrs vampiros, sou apaixonado por eles desde que vi a entrevista com o vampiro e li tudo sobre vampiro a mascara, são seres ao mesmo tempo feliz e por outro lado tristes, atraentes e assustadores... sei lá mexe com sua cabeça
rsrs
mas como acho que não existem fico contente com sua história, é bem bacana com voce descreve as sensações mesmo sem nao ter passado por elas... eu nao consigo nem quando eu passo rsrs
bjxxx
Nossaa grande vampiro o seu hein
fiquei imaginando esse garoto akii
apaixonei caran
ahuahuahuahu
tem selinho pra vc!
=*
Rafa gostei do post, e quer saber eu acho que também tenho um vampiro, que me faz sentir exatamente desse jeito,desconcertada com tudo que diz e acabo fazendo papel de boba.
(Eu acho que ele já me mordeu)
até...
ps: se cuida rafa
Tem selo e formulário pra você. :*
PS: Eu quero um vampiro pra mim =[ pergunta se esse teu tem irmão ou amiguinhos neh amiga ? :D soaisoas
Tem selo pra você
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