Essa noite, eu tive um pesadelo. Não foi um pesadelo comum, ou um pesadelo trágico. Não foi algo profundamente assustador também. Nada me perseguia, e não haviam monstros, tampouco escuridão. Não haviam gritos, pulos, caras feias, cemitérios, nada disso. Era apenas um pesadelo. O meu pesadelo. Vou contá-lo a vocês, mesmo com a certeza de que muitos vão achá-lo tolo. Bom, o blog é meu, posso escrever tolices se quiser. Quem não se interessar, não perca seu tempo me xingando, passe ao próximo post. =]
Era estranho como eu não sabia como fora parar ali. Não reconheci o local, no entanto, tinha a sensação de que o estilo não era completamente desconhecido. Caminhei pela enorme casa vazia, tentando achar o motivo pelo qual eu havia ido para aquele lugar.
O perfume na casa me era familiar, algo profundamente atraente, um perfume de garoto. Passei por corredores e portas, por janelas abertas, que mostravam o céu lá fora, claro e azul, banhado pelo sol. Era tudo muito bonito, mas por algum motivo desconhecido me dava medo.
Aos poucos, alguma coisa me fez começar a entrar em pânico. Aumentei o ritmo da caminhada, tentando achar uma saída, com pouco sucesso. Mas claro, eu sabia onde estava a saída. Só não conseguia me lembrar. Assim como não conseguia me lembrar de onde conhecia aquele perfume. Minha memória parecia estar completamente em branco naquele momento.
Em minha corrida desesperada para achar a saída, um objeto atraiu minha atenção. Um casaco. Não era uma peça de luxo, tampouco era chamativa. Era apenas um simples casaco. No entanto, as lembranças do dono daquele casaco me atingiram com a força que teria um punhal acertando meu coração. Ou pelo menos, a dor foi a mesma.
Finalmente, eu lembrava de quem era o jeito, e o perfume da casa. Claro, eu nunca soube se ele usava perfume. Nunca tivera coragem suficiente para perguntar. No entanto, seu cheiro era inconfundível, já que eu o guardara na memória durante os dias felizes em que tinha me permitido sonhar acordada um amor impossível.
A lembrança me levou ao chão, nocauteada com mais facilidade do que se tivesse realmente sido acertada por um punhal. Senti as lágrimas quentes rolarem por meu rosto, enquanto tentava abafar as lembranças de um sonho impossível, de um sonho bom que se tornara meu pior pesadelo.
Não sei dizer o que me acordou. Talvez tenha sido o barulho do meu próprio choro, ou o das fortes marteladas da obra no andar de cima. Sei apenas que o despertar não surgiu com a paz da consciência de que o pesadelo fora irreal, e também não apareceu com um abraço amigo, as palavras confortadoras de "foi apenas um sonho ruim". Não, nada disso. Somente sequei as lágrimas, ocupando-me em esconder o choro e a tristeza, respirei fundo e segui em frente, para mais um dia.
Chorar não ia ajudar, então, passei o dia sorrindo. Ajudou. Muito.
Beijinhos ;*
6 comentários:
Já aconteceu quase a mesma coisa comigo. E eu até choro sem saber o motivo! Beijos :*
eh uma droga, neah? mas tipo, eu definitivamente sei o motivo pelo qual eu choro... mas td bem, eu supero. bom te ver aqui ^^ beijinhos ;*
isso aí, siga em frente, a vida continua!
pois eh, a vida prosegue, e a gente tenta esquecer os garotos idiotas ;p adorei te ver aqui. beijinhos ;* ♥
malditos garanhões.
aposto que não presta, haaha.
Mas hein, muito obrigado pelo comentário viu? Volte sempre.
xD
Beeijos.
kkk' aí vc discreveu o cara, henrique! garanhão e n presta, eh exatamente ele! eu tiro ele da cabeça, pode ter certeza ^^ de nada. vou voltar siim ^^ volte aqui tbm. beijinhos, amei sua visita ;*
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